sexta-feira, 11 de outubro de 2019

DISK 180 para denunciar Violência Obstétrica!

Violência Obstétrica é o contrário de humanização do parto e nascimento.

O Ministério Público Federal criou um canal de denúncias de violência contra a mulher e incluiu a violência obstétrica. Para tirar qualquer dúvida sobre o assunto DISK 180: https://www.mdh.gov.br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/ligue-180


A cesariana desnecessária, que é considerada epidêmica em Maceió, em Alagoas, no Brasil... (https://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/11/um-novo-levantamento-mostra-que-ha-bcesarianas-demais-no-brasilb.htm) também pode ser considerada violência obstétrica. Especialmente aquela cesariana agendada, sem esclarecer devidamente a mulher sobre os riscos da cirurgia (de curto, médio e longo prazo... para a mãe e para o bebê), ou aquela realizada com uso de falsas indicações, sem o desejo da mulher. 






Intervenções durante o trabalho de parto e parto podem ser consideradas violência obstétrica: lavagem intestinal (enema), raspagem de pelos (tricotomia), negar água ou alimento durante a internação, corte no períneo (episiotomia), empurrar ou subir na barriga da mulher (kristeller), insistir pra que a mulher fique em posições que ela não quer (geralmente litotomia), insistir pra mulher fazer força pro bebê nascer (puxos dirigidos), abrir a vagina da mulher, puxar o bebê, afastar o bebê da mãe, dentre outros procedimentos... humilhações e palavras desanimadoras podem ser consideradas violência verbal e pressão e ameaças (por exemplo, de não acompanhar mais a gestação se a mulher optar por aguardar o tempo do bebê após 39, 40, 41 semanas de gestação...abandono médico) realizada durante o pré-natal, parto ou pós-parto podem ser consideradas violência psicológica.

As denúncias são importantes, pois é através delas que surgem as evidências de que nós mulheres não estamos sendo respeitadas em um dos momentos mais importantes da nossa vida. Vide resultado de denúncias e abertura de inquérito para investigações no Estado de São Paulo: http://www.mpf.mp.br/sp/sala-de-imprensa/docs/recomendacao_ms_violencia_obstetrica.pdf/

Infelizmente, não denunciar nos deixa sem argumentos, é como se a violência obstétrica não existisse. Mas nós, q1ue vivenciamos na pele a violência obstétrica sabemos que ela é real.


Embora o CRM questione a violência obstétrica, a Fundação Perseu Abramo já mostrou, através de pesquisa, que 1 em cada 4 mulheres são vítimas de violência obstétrica (https://fpabramo.org.br/2013/03/25/violencia-no-parto-na-hora-de-fazer-nao-gritou/). É preciso considerar, ainda, que esse é um número subestimado, já que muitas mulheres não questionam as violências sofridas, ou mesmo as falsas indicações de cesariana.

O Ministério da Saúde tem atuado para coibir a violência obstétrica, abrindo espaços de informação para a populaçãohttp://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/53079-voce-sabe-o-que-e-violencia-obstetrica?fbclid=IwAR2HyQaXbS3x7rosvHqj5lx8SmtKkIEaEQv0XCKKR-YI7gnrbsfb3xLhm8g

Fiquemos atentas! Precisamos disseminar informações para que as mulheres possam se defender desse tipo de violência!

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